Subjetividade Empresarial X Cultura Organizacional um novo paradigma

Há muito tempo, tenho ouvido falar que o termo cultura empresarial pode estar um tanto defasado, particularmente, como pesquisadora, acredito que existem várias formas de pensar sobre determinado assunto, talvez a visão hermética acerca da cultura empresarial, possa sim tomar novos rumos.

O que proponho neste artigo, não é despertar polêmica, mas tecer uma reflexão acerca da cultura organizacional, e da subjetividade de uma empresa. Parto da premissa, que muitas organizações, consideram-se um só corpo-organismo vivo, composto de várias partes (departamentos).

Se pensarmos na empresa desta forma mais subjetiva, podemos também considerar o mercado em que ela está inserida, como a verdadeira grande cultura que molda tal individuo-empresa.

Ao pensarmos sobre subjetividade, podemos entender esta, como um fator único, algo que cada um vai construindo ao longo do tempo, e assim, vai se desenvolvendo, através de novas experiências.

Logo podemos entender a subjetividade, como um mundo particular de ideias, significados, emoções e pensamentos, que são construídos internamente por cada sujeito, a partir de suas relações sociais, suas experiências e a forma como interage com o mundo.

De forma geral, podemos dizer que é a forma de viver e sobreviver na sociedade em que se está inserido.

Sendo assim, a subjetividade não é inata, mas construída, assimilada e moldada através de vários fatores citados acima, com o claro objetivo da busca pela adaptação do contexto social e cultural.

 E da mesma forma em que a subjetividade tem por objetivo buscar uma adaptação ao meio, também pode influenciar este meio através de sua forma de ser.

Ao transpormos estas ideias, vindas da Psicologia social, para o ambiente organizacional, podemos dizer que uma empresa, assim como as pessoas, possuem também sua própria subjetividade, que vai sendo moldada através do mercado, das interações com clientes, fornecedores e até mesmo por meio das relações sociais estabelecidas dentro delas.

Desta forma é difícil conceber a ideia de que existem duas empresas exatamente iguais pois, cada uma delas, é tecida por uma série de fatores que são trabalhados de formas diferentes e em momentos diferentes.

Talvez esta ideia, possa parecer um tanto utópica se pensarmos em grandes empresas, com uma cultura forte e bem estabelecida, mas torna-se totalmente válida se pensarmos em pequenas organizações.

Devemos considerar o fato de que a cada dia queremos ser vistos como únicos, e assim também são as empresas, sempre em busca de um posicionamento que a diferencie no mercado.

Penso que se olharmos a cultura (vista de forma geral e ampla) que constitui e molda as interações e analisarmos a subjetividade que é moldada pelas interações, fica muito mais fácil de percebermos como são constituídas algumas dinâmicas organizacionais.

Ao pensarmos em subjetividade empresarial como uma construção coletiva, podemos trabalhar para que esta construção seja feita de forma que contribua para o crescimento e transformação positiva de todos que dela participam.


Escrito por Gisele Meter, psicóloga, empresária e diretora executiva de recursos humanos. Palestrante, consultora estratégica em gestão de pessoas e gestão da mudança organizacional. Idealizadora da metodologia LIFE – Liderança Feminina para atuação e desenvolvimento de Liderança Feminina estratégica no contexto organizacional.
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